Instrução Normativa BCB nº 725
Resumo: A IN BCB Nº 725/2026 regulamenta os testes em produção para a jornada otimizada de pagamentos no Open Finance. Se a sua instituição atua como iniciadora...
Sumário Executivo
A IN BCB N° 725, publicada em 16 de abril de 2026, representa um marco decisivo para a evolução do ecossistema do Open Finance no Brasil. A norma define as regras, critérios de volumetria e os cronogramas obrigatórios para a fase de testes em produção da chamada jornada otimizada, que combina o serviço de iniciação de transação de pagamento com o compartilhamento de dados, tangibilizados em produtos como as Transferências Inteligentes e a jornada sem redirecionamento. Para a alta gestão, isso significa o passo final de homologação antes de entregar uma experiência de pagamento de prateleira muito mais fluida e invisível ao consumidor final.
O normativo abrange todas as instituições que atuam como transmissoras e receptoras de dados, detentoras de contas e iniciadoras de transação de pagamento. O BCB estruturou um ambiente de testes altamente rigoroso e monitorado, exigindo integração total com a plataforma de coleta de métricas (PCM) e o uso mandatório da ferramenta de validação em produção (FVP). A estratégia do regulador é clara: mitigar riscos sistêmicos e garantir que a infraestrutura técnica suporte a interoperabilidade entre as instituições sem fricções na usabilidade (UX) ou vulnerabilidades de segurança.
Do ponto de vista de conformidade e de negócios, o não atingimento das metas de testes (que incluem cota mínima de transações para pessoas físicas e jurídicas e testes com os maiores bancos do país) impedirá o lançamento do serviço ao público em geral, agendado para 22 de junho de 2026. As instituições devem mobilizar esquadrões ágeis imediatamente para garantir a aprovação de *tickets* bilaterais e testes massivos nos sistemas operacionais Android, iOS e versão *Desktop*.
Impacto Sistêmico
ALTO
O impacto é ALTO devido à complexidade da engenharia simultânea entre múltiplos *players*, exigência rigorosa de volumetria de testes multiplataforma, integração profunda com a PCM do Open Finance e SLAs extremamente agressivos estipulados pelo BCB para a correção de falhas e *tickets* (máximo de dois dias úteis).
Base Normativa
Norma: Instrução Normativa BCB N° 725, de 16 de abril de 2026.
Alterações: Baseia-se na Resolução Conjunta nº 1/2020 e na Resolução BCB nº 406/2024. Também faz referência direta aos prazos definidos pela Resolução BCB nº 463/2025 no que tange ao atendimento de *tickets* de suporte.
Motivação: A motivação do BCB é assegurar a higidez do Sistema Financeiro Nacional (SFN). O regulador exige exaustão em testes práticos para garantir que as inovações financeiras da jornada otimizada cheguem ao mercado com segurança cibernética robusta, UX padronizada e zero atrito sistêmico entre as instituições parceiras.
Acessar Regulamentação Original
BC - Instrução Normativa BCB N° 725 de 16/04/2026
Adequação
A conformidade técnica e operacional inicia quase imediatamente após a publicação. Em 16 de abril de 2026, a norma entra em vigor. Em 22 de abril de 2026, iniciam-se, obrigatoriamente, os testes restritos em produção (com base controlada de clientes). O BCB definiu os seguintes marcos (*checkpoints*) de avaliação para progresso das metas de testes corporativos: 8 de maio de 2026 (mínimo de 30% da volumetria exigida), 22 de maio de 2026 (50%), 5 de junho de 2026 (80%) e 22 de junho de 2026 (100% finalizado e sem *tickets* abertos). O *Go-Live* comercial definitivo para o público em geral ocorre em 22 de junho de 2026.
Impacto Operacional
A norma onera as áreas de Qualidade (QA), Engenharia de Software e *Customer Success*. Processos de homologação deverão ser desenhados para recrutar clientes reais (Pessoas Físicas e Jurídicas) dispostos a executar transações mapeadas pelo BCB. As operações de *Help Desk* (N2/N3) precisarão revisar seus fluxos de atendimento para sustentar resoluções com outras instituições financeiras em, no máximo, 2 dias úteis. A falha no fluxo de testes impede o negócio de lançar as novas modalidades do Open Finance, afetando a competitividade e os custos de aquisição e retenção da instituição.
Alterações de Layout
Para as equipes de engenharia e TI, a norma exige integração contínua com a Plataforma de Coleta de Métricas (PCM) da Estrutura de Governança do Open Finance. O BCB exige um SLA técnico estrito: é obrigatório alcançar 95% ou mais de chamadas pareadas com status PAIRED nas APIs e 100% de envio da *tag* additionalInfos nos *payloads* de comunicação. Não há citação de novos CADOCs, mas impõe-se a obrigatoriedade da Ferramenta de Validação em Produção (FVP) Manual para testar APIs de Transferências Inteligentes (5 cenários) e jornada sem redirecionamento (5 cenários). O *front-end* deve ser obrigatoriamente homologado em Android, iOS e Desktop. As tabelas de domínio e os *endpoints* seguem os manuais vigentes do Open Finance, mas a arquitetura de sustentação deve garantir que todo erro (*ticket*) bilateral seja resolvido em D+2.