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titulo: "Resolução CMN nº 4.887"
tipo: "Resolução CMN"
numero: "4.887"
data_publicacao: 2021-01-28
situacao: vigente
fonte_oficial: "https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/exibenormativo?tipo=Resolu%C3%A7%C3%A3o%20CMN&numero=4887"
url: https://cadoc.ai/post/resolucao-cmn-4887
mapa: https://cadoc.ai/mapa/resolucao-cmn-4887
atualizado_em: 2026-09-13T05:21:46.451571Z
fonte: "cadoc.ai — análise de normas do Banco Central do Brasil"
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# Resolução CMN nº 4.887, de 28/01/2021

**Em resumo:** A Resolução CMN nº 4.887, de 28/01/2021, estabelece o marco regulatório para a auditoria cooperativa das cooperativas de crédito no Brasil. Está em vigor, sem alteração ou revogação registrada. Revogou a Resolução CMN nº 4.570, de 26/05/2017. Alterou a Resolução CMN nº 4.454, de 17/12/2015.

> A Resolução CMN nº 4.887, de 28 de janeiro de 2021, estabelece o marco regulatório para a auditoria cooperativa das cooperativas de crédito no Brasil. A norma disciplina o credenciamento de entidades executoras de auditoria, define requisitos de independência técnica, periodicidade mínima anual e obrigações de reporte ao Banco Central do Brasil (BCB). Entrou em vigor em 1º de julho de 2021, revogando normas anteriores que tratavam do tema. A regulamentação visa fortalecer a transparência, a governança e a solidez do Sistema Financeiro Nacional no segmento cooperativo.

## Situação de vigência

**Vigente.** Em vigor desde 28/01/2021. Nenhuma alteração ou revogação registrada.

## Normas vinculadas

- [Resolução BCB nº 97](https://cadoc.ai/post/resolucao-bcb-97) · 25/05/2021
- [Resolução CMN nº 4.570](https://cadoc.ai/post/resolucao-cmn-4570) · 26/05/2017
- [Resolução CMN nº 4.454](https://cadoc.ai/post/resolucao-cmn-4454) · 17/12/2015

## Análise

### Sumário Executivo

A **Resolução CMN nº 4.887**, publicada em 28 de janeiro de 2021 e vigente a partir de 1º de julho de 2021, dispõe sobre a **auditoria cooperativa** das cooperativas singulares de crédito, das cooperativas centrais de crédito e das confederações de centrais. A norma institui um modelo regulatório que exige que todas essas instituições sejam submetidas a auditoria cooperativa com **periodicidade mínima anual**, executada exclusivamente por **Entidades de Auditoria Cooperativa** credenciadas pelo Banco Central do Brasil ou por empresas de auditoria independente registradas na **CVM**. O objetivo central é garantir a qualidade, a independência e a transparência dos processos de auditoria no ecossistema cooperativo financeiro nacional, alinhando-se às diretrizes prudenciais do **Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR)** e à proteção do sistema financeiro como um todo.

Impacto Sistêmico

ALTO

O impacto é **ALTO** porque a norma reestrutura integralmente o modelo de auditoria cooperativa no Brasil, afetando todas as cooperativas de crédito, centrais e confederações do Sistema Financeiro Nacional. Exige adequação operacional significativa: credenciamento de executoras junto ao BCB, revisão de contratos de auditoria, implementação de cláusulas contratuais específicas, revisão de processos de governança e controles internos, além de novos fluxos de reporte e comunicação ao regulador. A mudança de paradigma nas regras de independência e periodicidade impõe custos e esforços de adequação substanciais para todo o ecossistema cooperativo.

### Base Normativa

**Norma:** Resolução CMN nº 4.887, de 28 de janeiro de 2021 — Dispõe sobre auditoria cooperativa das cooperativas de crédito.

**Alterações:** São revogados: (I) os arts. 1º a 14 da **Resolução nº 4.454, de 17 de dezembro de 2015**; e (II) a **Resolução nº 4.570, de 26 de maio de 2017**.

**Motivação:** A motivação regulatória reside na necessidade de fortalecer a **estabilidade financeira** do Sistema Nacional de Crédito Rural e do Sistema Financeiro Nacional como um todo, garantindo que as cooperativas de crédito sejam auditadas de forma independente, qualificada e com periodicidade adequada. A norma busca aprimorar a **governança corporativa**, os **controles internos**, a **gestão de riscos** e a **prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo** no segmento cooperativo, em consonância com os princípios prudenciais do Banco Central do Brasil e a proteção dos usuários de produtos e serviços financeiros.

[Acessar Regulamentação Original Resolução CMN n° 4.887](https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/exibenormativo?tipo=Resolu%C3%A7%C3%A3o%20CMN&numero=4887)

### Adequação

A **Resolução CMN nº 4.887** entrou em vigor em **1º de julho de 2021**. A partir dessa data, todas as cooperativas singulares de crédito, cooperativas centrais de crédito e confederações de centrais deveriam estar em conformidade com as novas exigências de auditoria cooperativa. O credenciamento das executoras de auditoria deve ser renovado no mínimo a cada **cinco anos**. A revisão externa de qualidade dos serviços de auditoria deve ser concluída até **um ano antes** da data de renovação do credenciamento. Os relatórios específicos de auditoria devem permanecer à disposição das entidades e do BCB pelo período mínimo de **cinco anos**. A comunicação de fatos materialmente relevantes ao BCB, confederações e cooperativas centrais deve ocorrer no prazo máximo de **dez dias** contados da emissão do relatório de auditoria, com guarda documental mantida por **cinco anos**. A substituição periódica dos membros com função de gerência da equipe de auditoria deve ocorrer após, no máximo, **cinco exercícios sociais completos**, com carência de **três anos** para retorno à mesma instituição.

### Impacto Operacional

A norma gera impacto operacional significativo para todas as instituições do ecossistema cooperativo. As cooperativas de crédito deverão revisar e atualizar contratos celebrados com as executoras de auditoria cooperativa para incluir **cláusulas específicas** que garantam acesso integral e irrestrito do BCB aos papéis de trabalho e documentos produzidos, bem como obrigações de comunicação de irregularidades, deficiências e situações de exposição anormal a riscos. As executoras de auditoria precisarão obter ou manter **credenciamento junto ao BCB**, atendendo a requisitos de estrutura operacional, qualificação técnica da equipe, programa de educação continuada com carga horária mínima de **quarenta horas anuais** e garantias de independência técnica. As cooperativas deverão assegurar acesso irrestrito da executora a todas as informações e documentos necessários, incluindo participações em outras entidades, fundos exclusivos e fundos com retenção substancial de riscos. Os processos de **governança corporativa**, **controles internos**, **gestão de riscos** e **prevenção à lavagem de dinheiro** deverão ser revisados e adequados às novas exigências de escopo de auditoria. A proibição de pagamento de honorários com representatividade igual ou superior a 25% do faturamento do auditor impõe restrições na escolha de prestadores de serviço, podendo reduzir o universo de executoras disponíveis e elevar custos de auditoria.

### Alterações de Layout

Não há menção explícita a qualquer **CADOC** ou código numérico de documento regulatório de 4 dígitos no texto fornecido. A norma não especifica alterações técnicas de layout, tabelas de domínios, dicionários de dados, tags XML ou protocolos de transmissão. Não há URLs indicativas de alteração de layout presentes no conteúdo analisado. Eventuais implementações técnicas de sistemas deverão ser definidas por meio de normas complementares a serem baixadas pelo Banco Central do Brasil, conforme autoriza o art. 15 da **Resolução CMN nº 4.887**. A regulamentação detalhada dos procedimentos de credenciamento, renovação, instrução de pedidos e revisão externa de qualidade será definida pelo BCB em normas futuras.

## Fonte e citação

- Texto oficial: https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/exibenormativo?tipo=Resolu%C3%A7%C3%A3o%20CMN&numero=4887
- Análise: https://cadoc.ai/post/resolucao-cmn-4887
- Mapa de revogações, alterações e vínculos: https://cadoc.ai/mapa/resolucao-cmn-4887

Como citar: Cadoc AI. Resolução CMN nº 4.887: análise. Disponível em https://cadoc.ai/post/resolucao-cmn-4887.
